Continuamos a leitura e meditação do capítulo VIII do documento do Concílio Vaticano II, "Lumen Gentium" (Luz do Povos). A seguir, apresentamos os parágrafos 60 e 61.
III. A VIRGEM SANTÍSSIMA E A IGREJA
O influxo salutar de Maria e a mediação de Cristo
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| MÃE DA IGREJA |
60. O nosso mediador é só um, segundo a palavra do Apóstolo: «não há senão um Deus e um mediador entre Deus e os homens, o homem Jesus Cristo, que Se entregou a Si mesmo para redenção de todos (1 Tm 2, 5-6). Mas a função maternal de Maria em relação aos homens de modo algum ofusca ou diminui esta única mediação de Cristo; manifesta antes a sua eficácia. Com efeito, todo o influxo salvador da Virgem Santíssima sobre os homens se deve ao beneplácito divino e não a qualquer necessidade; deriva da abundância dos méritos de Cristo, funda-se na Sua mediação e dela depende inteiramente, haurindo aí toda a sua eficácia; de modo nenhum impede a união imediata dos fiéis com Cristo, antes a favorece.
Comentário: Estes parágrafos seguintes tratam sobre Maria e a Igreja.
Podemos fazer a pergunta: Se Cristo é o único mediador, por que pedir a intercessão de Maria? A resposta está no fato de que recorrer a Maria não nos afasta de Jesus. Na maternidade de Maria está sua total submissão à vontade de Deus. Logo, a salvação da humanidade passa por ela. A intercessão da Mãe nos aproxima do Filho.
A maternidade espiritual
61. A Virgem Santíssima, predestinada para Mãe de Deus desde toda a eternidade simultaneamente com a encarnação do Verbo, por disposição da divina Providência foi na terra a nobre Mãe do divino Redentor, a Sua mais generosa cooperadora e a escrava humilde do Senhor. Concebendo, gerando e alimentando a Cristo, apresentando-O ao Pai no templo, padecendo com Ele quando agonizava na cruz, cooperou de modo singular, com a sua fé, esperança e ardente caridade, na obra do Salvador, para restaurar nas almas a vida sobrenatural. É por esta razão nossa mãe na ordem da graça.
Comentário: Toda a vida de Maria foi um cântigo agradável ao Divino Criador. Ela, a predestinada e formada para ser a co-redentora da humanidade, esteve ao lado de Jesus e cooperou como ninguém para o projeto de Deus se realizar. Vivendo as virtudes teologais (fé, esperança e amor), Maria é, na ordem da graça (espiritualidade) nossa mãe.
