sexta-feira, 3 de junho de 2011
Recortes
«Fizestes-vos imitadores do Senhor», diz Paulo. Como? «Recebendo a Palavra no meio de muitas tribulações, com a alegria do Espírito Santo» (1Tes 1,6). Não foi somente nas tribulações, foi no meio de tribulações, no meio de sofrimentos sem fim.(São João Crisóstomo)
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Recortes
Chocas com o caráter deste ou daquele... Necessariamente há-de ser assim; não és moeda de ouro que a todos agrade.
Além disso, sem esses choques que se produzem ao lidar com o próximo, como haverias de perder as pontas, arestas e saliências - imperfeições, defeitos - do teu temperamento, para adquirires a forma cinzelada, polida e vigorosamente suave da caridade, da perfeição?
Se o teu carácter e o carácter dos que vivem contigo fossem adocicados e brandos como merengues, não te santificarias. (São Josemaria, Caminho, 20)
Além disso, sem esses choques que se produzem ao lidar com o próximo, como haverias de perder as pontas, arestas e saliências - imperfeições, defeitos - do teu temperamento, para adquirires a forma cinzelada, polida e vigorosamente suave da caridade, da perfeição?
Se o teu carácter e o carácter dos que vivem contigo fossem adocicados e brandos como merengues, não te santificarias. (São Josemaria, Caminho, 20)
quarta-feira, 1 de junho de 2011
terça-feira, 31 de maio de 2011
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Recortes
Tal como com a farinha seca não se pode fazer a massa, nem um só pão sem água, assim também nós, que éramos uma multidão, não poderíamos ser um em Cristo Jesus (1Cor 10,17) sem a Água (Espírito Santo) vinda do céu.(Santo Irineu de Lion)
domingo, 29 de maio de 2011
Recortes
“Lancemo-nos com nossas faltas e pecados no abismo, no oceano de misericórdia. Jesus se compadece de nossas misérias, conhece a fundo nosso pobre coração. Assim, pois não temas, porque o temor seca o amor.” (Santa Teresa dos Andes)
sábado, 28 de maio de 2011
Recortes
Viver segundo o Espírito Santo é viver de Fé, de Esperança, de Caridade; é deixar que Deus tome posse de nós e mude os nossos corações desde a raiz, para os fazer à sua medida. Uma vida cristã madura, profunda e firme não é coisa que se improvise, porque é fruto do crescimento em nós da graça de Deus. (São Josemaria, Cristo que Passa)
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Recortes
Supera-te ante os obstáculos. - A graça do Senhor não te há-de faltar: (...) - passarás através dos montes!
Que importa que de momento tenhas de restringir a tua atividade, se em breve, como mola que foi comprimida, chegarás incomparavelmente mais longe do que nunca sonhaste?
(São Josemaría, Caminho, 12)
Que importa que de momento tenhas de restringir a tua atividade, se em breve, como mola que foi comprimida, chegarás incomparavelmente mais longe do que nunca sonhaste?
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Recortes
Lança para longe de ti essa desesperança que te produz o conhecimento da tua miséria. - É verdade: pelo teu prestígio econômico és um zero..., pelo teu prestígio social, outro zero..., e outro pelas tuas virtudes, e outro pelo teu talento...
Mas, à esquerda desses zeros, está Cristo... E que cifra incomensurável isso dá! (São Josemaria. Caminhos, 473)
Mas, à esquerda desses zeros, está Cristo... E que cifra incomensurável isso dá! (São Josemaria. Caminhos, 473)
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Recortes
Os gestos falam mais que as palavras
Ensinamento
(Poema de Adélia Prado)
Minha mãe achava estudo
a coisa mais fina do mundo.
Não é.
A coisa mais fina do mundo é o sentimento.
Aquele dia de noite, o pai fazendo serão,
ela falou comigo:
"Coitado, até essa hora no serviço pesado".
Arrumou pão e café , deixou tacho no fogo com água quente. Não me falou em amor. Essa palavra de luxo.
Minha mãe achava estudo
a coisa mais fina do mundo.
Não é.
A coisa mais fina do mundo é o sentimento.
Aquele dia de noite, o pai fazendo serão,
ela falou comigo:
"Coitado, até essa hora no serviço pesado".
Arrumou pão e café , deixou tacho no fogo com água quente. Não me falou em amor. Essa palavra de luxo.
Recortes
“O homem sai para o trabalho e lá fica até o anoitecer. Depois chega a noite e, com um sorriso bondoso, Deus manda-nos pôr de lado todas as ninharias a que nós, pobres mortais, damos tanta importância [...], fecha-nos os livros, esconde-nos as distrações, cobre com um grande manto negro as nossas existências...; quando a escuridão nos envolve, passamos por um ensaio geral da morte; a alma e o corpo despedem-se um do outro... Então chega a manhã e com ela o renascimento" (A. Knox, Meditações para um retiro, Prumo, Lisboa, 1960, pág. 30-31
terça-feira, 24 de maio de 2011
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Para orar e meditar
«Dou-vos a Minha paz»
Oh Príncipe da paz, Jesus ressuscitado, olha com benevolência para toda a humanidade. É apenas de Ti que ela espera auxílio e socorro. Tal como nos tempos da Tua vida terrena, continuas a preferir os pequenos, os humildes, os que sofrem. Vais sempre à frente dos pecadores. Faz com que todos Te invoquem e Te encontrem, para terem em Ti o caminho, a verdade e a vida (Jo 14,6). Concede-nos a Tua paz, Cordeiro imolado para nossa salvação (Ap 5,6; Jo 1,29): «Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, dai-nos a paz!»
Eis, Jesus, a nossa oração: Afasta do coração dos homens tudo aquilo que pode comprometer a sua paz, confirma-os na verdade, na justiça e no amor fraterno. Ilumina os dirigentes; que os seus esforços em prol do bem-estar dos povos se unam no esforço para lhes assegurar a paz. Estimula a vontade de todos, para que removam as barreiras que dividem, a fim de reforçarem os laços da caridade. Estimula a vontade de todos, para que todos estejam prontos a compreender, a partilhar, a perdoar, a fim de que todos estejam unidos em Teu nome e de que a paz, a Tua paz, triunfe nos corações, nas famílias, no mundo inteiro.
Eis, Jesus, a nossa oração: Afasta do coração dos homens tudo aquilo que pode comprometer a sua paz, confirma-os na verdade, na justiça e no amor fraterno. Ilumina os dirigentes; que os seus esforços em prol do bem-estar dos povos se unam no esforço para lhes assegurar a paz. Estimula a vontade de todos, para que removam as barreiras que dividem, a fim de reforçarem os laços da caridade. Estimula a vontade de todos, para que todos estejam prontos a compreender, a partilhar, a perdoar, a fim de que todos estejam unidos em Teu nome e de que a paz, a Tua paz, triunfe nos corações, nas famílias, no mundo inteiro.
(Beato João XXIII (1881-1963), Papa. Discorsi, V, p. 210 )
domingo, 22 de maio de 2011
Recortes
"Ao servo de Deus nada deve desagradar senão o pecado."
"Comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível, em breve estarás fazendo o impossível."
(Frases de São Francisco de Assis)
sábado, 21 de maio de 2011
22 de maio, Santa Rita de Cássia
Fostes a rosa preferida, ó Santa Rita de Jesus
Ensinas-me lição de vida: sofrer, amar, levando a cruz
Oração a Santa Rita de Cássia
Ensinas-me lição de vida: sofrer, amar, levando a cruz
Oração a Santa Rita de Cássia
Oração a São Miguel Arcanjo
Pequeno exorcismo de São Leão XIII
(recomenda-se orar diariamente)
São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate, sede o nosso refúgio contra as maldades e ciladas do demônio. Ordene-lhe Deus, instantemente o pedimos, e vós, príncipe da milícia celeste, pela virtude divina, precipitai no inferno a satanás e aos outros espíritos malignos, que andam pelo mundo para perder as almas. Amém
sexta-feira, 20 de maio de 2011
Recortes
«Ainda que a firmeza seja necessária para atingir o fim a que nos propomos em nossas boas obras é contudo, necessário empregar muita ternura nos meios» (São Vicente de Paulo)
quinta-feira, 19 de maio de 2011
O valor da adoração
25. O culto prestado à Eucaristia fora da Missa é de um valor inestimável na vida da Igreja, e está ligado intimamente com a celebração do sacrifício eucarístico. A presença de Cristo nas hóstias consagradas que se conservam após a Missa – presença essa que perdura enquanto subsistirem as espécies do pão do vinho – resulta da celebração da Eucaristia e destina-se à comunhão, sacramental e espiritual. Compete aos Pastores, inclusive pelo testemunho pessoal, estimular o culto eucarístico, de modo particular as exposições do Santíssimo Sacramento e também as visitas de adoração a Cristo presente sob as espécies eucarísticas.
É bom demorar-se com Ele e, inclinado sobre o seu peito como o discípulo predileto (cf. Jo 13, 25), deixar-se tocar pelo amor infinito do seu coração. Se atualmente o cristianismo se deve caracterizar sobretudo pela « arte da oração », como não sentir de novo a necessidade de permanecer longamente, em diálogo espiritual, adoração silenciosa, atitude de amor, diante de Cristo presente no Santíssimo Sacramento? Quantas vezes, meus queridos irmãos e irmãs, fiz esta experiência, recebendo dela força, consolação, apoio!
(Da Encíclica Ecclesia de Eucharistia, João Paulo II, parágrafo 25)
Recortes
« Bone Pastor, panis vere Iesu, nostri miserere... ».
(Bom Pastor, pão da verdade,Tende de nós piedade)
« Bom Pastor, pão da verdade,
Tende de nós piedade,
Conservai-nos na unidade,
Extingui nossa orfandade
E conduzi-nos ao Pai.
Tende de nós piedade,
Conservai-nos na unidade,
Extingui nossa orfandade
E conduzi-nos ao Pai.
Aos mortais dando comida
Dais também o pão da vida:
Que a família assim nutrida
Seja um dia reunida
Aos convivas lá do Céu ».
(Santo Tomás de Aquino)
Dais também o pão da vida:
Que a família assim nutrida
Seja um dia reunida
Aos convivas lá do Céu ».
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Salve Rainha Mãe de Misericórdia
Salve, Regína Mater misericórdiae,
Vita dulcédo et spes nostra salve.
Ad te clamámus exsules fílii Evae.
Ad te suspirámus geméntes et flentes, in hac lacrimárum valle.
Eia ergo advocáta nostra,
illos tuos misericórdes óculos ad nos convérte.
Et Jesum benedíctum fructum ventris tui
nobis post hoc exsílium osténde.
O clemens, o pia, o dulcis virgo Maria
Vita dulcédo et spes nostra salve.
Ad te clamámus exsules fílii Evae.
Ad te suspirámus geméntes et flentes, in hac lacrimárum valle.
Eia ergo advocáta nostra,
illos tuos misericórdes óculos ad nos convérte.
Et Jesum benedíctum fructum ventris tui
nobis post hoc exsílium osténde.
O clemens, o pia, o dulcis virgo Maria
Recortes
A caridade é o metro com o qual o Senhor nos julgará. (Padre Pio)
Para consolar uma alma na sua dor, mostre-lhe todo o bem que ela ainda pode fazer. (Padre Pio)
Para consolar uma alma na sua dor, mostre-lhe todo o bem que ela ainda pode fazer. (Padre Pio)
domingo, 15 de maio de 2011
Recortes
"Queira torna-te, no padecer, algo semelhante a este nosso grande Deus, humilhado e crucificado, pois que esta vida só tem razão de ser se for para imitá-lo." (São João da Cruz)
sábado, 14 de maio de 2011
Na Escola de Maria X
Estamos fazendo juntos a leitura e meditação do capítulo VIII do documento do Concílio Vaticano II, "Lumen Gentium" (Luz do Povos). Este capítulo traz a doutrina da Igreja sobre a Virgem Maria. A seguir, apresestamos os parágrafos 68 e 69.
V. MARIA, SINAL DE SEGURA ESPERANÇA E DE CONSOLAÇÃO PARA O POVO DE DEUS PEREGRINANTE
V. MARIA, SINAL DE SEGURA ESPERANÇA E DE CONSOLAÇÃO PARA O POVO DE DEUS PEREGRINANTE
Sinal de Esperança e de consolação
68. Entretanto, a Mãe de Jesus, assim como, glorificada já em corpo e alma, é imagem e início da Igreja que se há-de consumar no século futuro, assim também, na terra, brilha como sinal de esperança segura e de consolação, para o Povo de Deus ainda peregrinante, até que chegue o dia do Senhor (cf. 2 Pd 3,10).
Comentário: Maria é sempre companheira. Lá no céu ela foi glorificada como antecipação para todos os batizados. Enquanto peregrinamos, ela brilha como sinal de esperança até o dia da vinda do Senhor.
Medianeira para a unidade da Igreja
69. E é uma grande alegria e consolação para este sagrado Concílio o fato de não faltar entre os irmãos separados quem preste à Mãe do Senhor e Salvador o devido culto; sobretudo entre os Orientais, que acorrem com fervor e devoção a render culto à sempre Virgem Mãe de Deus. Dirijam todos os fiéis instantes súplicas à Mãe de Deus e mãe dos homens, para que Ela, que assistiu com suas orações aos começos da Igreja, também agora, exaltada sobre todos os anjos e bem-aventurados, interceda, junto de seu Filho, na comunhão de todos os santos, até que todos os povos, tanto os que ostentam o nome cristão, como os que ainda ignoram o Salvador, se reúnam felizmente, em paz e harmonia, no único Povo de Deus, para glória da santíssima e indivisa Trindade.
Roma, 21 de Novembro de 1964
Comentário: Este é o último parágrafo do documento. Faz menção aos que não pertencem à Igreja Católica, mas que honram a Mãe de Deus e conclama os fiéis a recorrerem à Maria em suas preces. Ela esteve no cenáculo no dia de Pentecostes e agora, lá do céu que ela interceda para que todos os seres humanos (cristãos ou não) se reunam um dia na comunhão de um único rebanho, seguidores de um único Pastor, para a glória da Santíssima Trindade.
Agradeço a todos/as que acompanharam esta "escola" até aqui. Espero que tenha sido útil. Que Nossa Senhora nos ajude e fortaleça ainda mais nossos passos para a jornada.
Mãe da Sabedoria, rogai por nós!
sexta-feira, 13 de maio de 2011
Recortes
És, entre os teus, alma de apóstolo, a pedra caída no lago. - Produz, com o teu exemplo e a tua palavra, um primeiro círculo...; e este, outro... e outro, e outro... Cada vez mais largo.
Compreendes agora a grandeza da tua missão?
Compreendes agora a grandeza da tua missão?
(São Josemaria - Caminho, 831)
Veni Creator Spiritus
FOI ENTOADO NA MINHA ORDENAÇÃO SACERDOTAL EM UM DOS MOMENTOS MAIS FORTES DA MINHA VIDA. PARA MIM, MAIS DO QUE UM BELO CANTO, É UMA ORAÇÃO PROFUNDA E PODEROSA.
VEJA A LETRA EM LATIM E A TRADUÇÃO
Na Escola de Maria IX
Estamos fazendo juntos a leitura e meditação do capítulo VIII do documento do Concílio Vaticano II, "Lumen Gentium" (Luz do Povos). Este capítulo traz a doutrina da Igreja sobre a Virgem Maria. A seguir, apresestamos o parágrafo 67.
Espírito da pregação e do culto
67. Muito de caso pensado ensina o sagrado Concílio esta doutrina católica, e ao mesmo tempo recomenda a todas os filhos da Igreja que fomentem generosamente o culto da Santíssima Virgem, sobretudo o culto litúrgico, que tenham em grande estima as práticas e exercícios de piedade para com Ela, aprovados no decorrer dos séculos pelo magistério, e que mantenham fielmente tudo aquilo que no passado foi decretado acerca do culto das imagens de Cristo, da Virgem e dos santos. Aos teólogos e pregadores da palavra de Deus, exorta-os instantemente a evitarem com cuidado, tanto um falso exagero como uma demasiada estreiteza na consideração da dignidade singular da Mãe de Deus. Estudando, sob a orientação do magistério, a Sagrada Escritura, os santos Padres e Doutores, e as liturgias das Igrejas, expliquem como convém as funções e os privilégios da Santíssima Virgem, os quais dizem todos respeito a Cristo, origem de toda a verdade, santidade e piedade. Evitem com cuidado, nas palavras e atitudes, tudo o que possa induzir em erro acerca da autêntica doutrina da Igreja os irmãos separados ou quaisquer outros. E os fiéis lembrem-se de que a verdadeira devoção não consiste numa emoção estéril e passageira, mas nasce da fé, que nos faz reconhecer a grandeza da Mãe de Deus e nos incita a amar filialmente a nossa mãe e a imitar as suas virtudes.
Comentário: O parágrafo que lemos acima é bastante rico e denso. Inicia recomendando que os fiéis divulguem e celebrem a memória da Virgem Maria, especialmente as práticas devocionais aprovadas pela Igreja. Ao meu ver a parte mais interessante diz respeito à exortação do Concílio quando pede equilíbrio na assunto: quando se trata da Virgem Maria, não se deve "miximizar" exagerar ou transformá-la numa deusa tampouco deve-se "minimizar", ignorar sua função ou relegá-la. Isso ajudará também os "irmãos separados" a compreender melhor nosso amor à Virgem.
Finalmente, o Concílio nos ensina que o culto verdadeiro não consiste no emocionalismo que passa, mas sim na fidelidade que permanece.
Na Escola de Maria VIII
Estamos fazendo juntos a leitura e meditação do capítulo VIII do documento do Concílio Vaticano II, "Lumen Gentium" (Luz do Povos).Este parágrafo traz a doutrina da Igreja sobre a Virgem Maria. A seguir, apresentamos o parágrafo 66.
IV. O CULTO DA BEM-AVENTURADA VIRGEM NA IGREJA
Natureza e fundamento do culto
66. Exaltada por graça do Senhor e colocada, logo a seguir a seu Filho, acima de todos os anjos e homens, Maria que, como mãe santíssima de Deus, tomou parte nos mistérios de Cristo, é com razão venerada pela Igreja com culto especial. E, na verdade, a Santíssima Virgem é, desde os tempos mais antigos, honrada com o título de «Mãe de Deus», e sob a sua proteção se acolhem os fiéis, em todos os perigos e necessidades. Foi sobretudo a partir do Concílio do Éfeso que o culto do Povo de Deus para com Maria cresceu admiravelmente, na veneração e no amor, na invocação e na imitação, segundo as suas proféticas palavras: «Todas as gerações me proclamarão bem-aventurada, porque realizou em mim grandes coisas Aquele que é poderoso» (Lc1,48). Este culto, tal como sempre existiu na Igreja, embora inteiramente singular, difere essencialmente do culto de adoração, que se presta por igual ao Verbo encarnado, ao Pai e ao Espírito Santo, e favorece-o poderosamente. Na verdade, as várias formas de piedade para com a Mãe de Deus, aprovadas pela Igreja, dentro dos limites de sã e reta doutrina, segundo os diversos tempos e lugares e de acordo com a índole e modo de ser dos fiéis, têm a virtude de fazer com que, honrando a mãe, melhor se conheça, ame e glorifique o Filho, por quem tudo existe (cf. Col 1, 15-16) e no qual «aprouve a Deus que residisse toda a plenitude» (Col 1,19), e também melhor se cumpram os seus mandamentos.
Comentário: Falar de "culto" a Maria pode induzir a uma interpretação errada da palavra, levando muitos a pensar numa espécie de idolatria. Aqui iniciam uma série de explicações que esclarecem o tipo de culto que os féis devem prestar à Mãe de Deus. Não se trata de um culto de adoração equiparado ao que prestamos às Três Divinas Pessoas (Pai, Filho e Espírito Santo). Trata-se na verdade de uma pedagogia de Deus, que se utiliza de dos santos para nos conduzir ao céu.
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Recortes
Maria, tu nos conheces a todos: nossas feridas, nossas chagas, tu conheces também o esplendor celeste que o amor de teu Filho quer difundir sobre nós na claridade eterna. Assim, guia solícita nossos passos”. (Santa Edith Stein)
Na Escola de Maria VII
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| Cocílio Vaticano II - 1962 a 1965 |
Continuamos a leitura e meditação do capítulo VIII do documento do Concílio Vaticano II, "Lumen Gentium" (Luz do Povos). A seguir, apresentamos os parágrafos 64 e 65.
A fecundidade virginal da Igreja
64. Por sua vez, a Igreja que contempla a sua santidade misteriosa e imita a sua caridade, cumprindo fielmente a vontade do Pai, toma-se também, ela própria, mãe, pela fiel recepção da palavra de Deus: efectivamente, pela pregação e pelo Batismo, gera, para vida nova e imortal, os filhos concebidos por ação do Espírito Santo e nascidos de Deus. E também ela é virgem, pois guarda fidelidade total e pura ao seu Esposo e conserva virginalmente, à imitação da Mãe do seu Senhor e por virtude do Espírito Santo, uma fé íntegra, uma sólida esperança e uma verdadeira caridade.
Comentário: O Documento que estamos estudando trata essencialmente do Mistério da Igreja. E o presente capítulo fala sobre a Virgem Maria. O que este parágrafo (64) faz é traçar um pararelo entre Maria e a Igreja. Esta comparação é importante uma vez que a principal vocação da Igreja é ser a "Esposa do Cordeiro", virgem, sem ruga e sem mancha. Mas, e os pecados do passado e do presente? A rigor, a Igreja é e continuará sendo imaculada. Pensar o contrário significa rebaixar a Graça de Deus dizendo que os pecados dos filhos da Igreja são maiores que a ação de seu fundador. A Igreja é mãe, pois nela fomos gerados para o céu no dia do nosso batismo e nela nos alimentamos na Eucaristia e na escuta da Palavra.
Virtudes de Maria
65. Mas, ao passo que, na Santíssima Virgem, a Igreja alcançou já aquela perfeição sem mancha nem ruga que lhe é própria (cf. Ef 5,27), os fiéis ainda têm de trabalhar por vencer o pecado e crescer na santidade; e por isso levantam os olhos para Maria, que brilha como modelo de virtudes sobre toda a família dos eleitos. A Igreja, meditando piedosamente na Virgem, e contemplando-a à luz do Verbo feito homem, penetra mais profundamente, cheia de respeito, no insondável mistério da Encarnação, e mais e mais se conforma com o seu Esposo. Pois Maria, que entrou intimamente na história da salvação, e, por assim dizer, reune em si e reflete os imperativos mais altos da nossa fé, ao ser exaltada e venerada, atrai os fiéis ao Filho, ao Seu sacrifício e ao amor do Pai. Por sua parte, a Igreja, procurando a glória de Cristo, torna-se mais semelhante àquela que é seu tipo e sublime figura, progredindo continuamente na fé, na esperança e na caridade, e buscando e fazendo em tudo a vontade divina. Daqui vem igualmente que, na sua ação apostólica, a Igreja olha com razão para aquela que gerou a Cristo, o qual foi concebido por ação do Espírito Santo e nasceu da Virgem precisamente para nascer e crescer também no coração dos fiéis, por meio da Igreja. E, na sua vida, deu a Virgem exemplo daquele afeto maternal de que devem estar animados todos quantos cooperam na missão apostólica que a Igreja tem de regenerar os homens.
Comentário: Aqui há um aprofundademento do tema desenvolvido no parágrafo anterior. Se os membros da Igreja ainda não conseguem atingir a "estatura" de seu Mestre, Deus providencia uma de nossa raça para mostrar que sim, é possível alcansar a santidade. É possível brilhar como luzeiros no meio de um mundo de trevas e contradições. O membro por excelência da comunidade é Maria e ela nos aponta o Caminho que é seu Filho. Olhando para ela, os apóstolos de hoje podem se ANIMAR com aquela força materna tão necessária para a difusão do Evangelho.
terça-feira, 10 de maio de 2011
Recortes
"Que alegre mistério a presença de Deus dentro de nós, neste íntimo santuário das nossas almas, onde sempre podemos encontrá-lo, também quando não experimentamos mais sensivelmente sua presença". (Santa Elizabeth da Trindade)
Na Escola de Maria VI
Continuamos a leitura e meditação do capítulo VIII do documento do Concílio Vaticano II, "Lumen Gentium" (Luz do Povos). A seguir, apresentamos os parágrafos 62 e 63.
A natureza da sua mediação
62. Esta maternidade de Maria na economia da graça perdura sem interrupção, desde o consentimento, que fielmente deu na anunciação e que manteve inabalável junto à cruz, até à consumação eterna de todos os eleitos. De fato, depois de elevada ao céu, não abandonou esta missão salvadora, mas, com a sua multiforme intercessão, continua a alcançar-nos os dons da salvação eterna. Cuida, com amor materno, dos irmãos de seu Filho que, entre perigos e angústias, caminham ainda na terra, até chegarem à pátria bem-aventurada. Por isso, a Virgem é invocada na Igreja com os títulos de advogada, auxiliadora, socorro, medianeira. Mas isto entende-se de maneira que nada tire nem acrescente à dignidade e eficácia do único mediador, que é Cristo (Santo Ambrósio).
Efetivamente, nenhuma criatura se pode equiparar ao Verbo encarnado e Redentor; mas, assim como o sacerdócio de Cristo é participado de diversos modos pelos ministros e pelo povo fiel, e assim como a bondade de Deus, sendo uma só, se difunde variamente pelos seres criados, assim também a mediação única do Redentor não exclui, antes suscita nas criaturas cooperações diversas, que participam dessa única fonte.
Esta função subordinada de Maria, não hesita a Igreja em proclamá-la; sente-a constantemente e inculca-a aos fiéis, para mais intimamente aderirem, com esta ajuda materna, ao seu mediador e salvador.
Comentário: O parágrafo 62 da Lumen Gentium (leia-se "Lumem Gencium) é um aprofundamento do tema da mediação de Maria. Alerta para o fato de que Cristo sempre foi e será o único mediador. O que acontece é que, assim como Ele é também o único Sacerdote e n'Ele exitem os sacerdotes cristãos - o mesmo ocorre com Maria. Acontece uma espécie de difusão da graça Naquela que é a mais sublime de todas as criaturas.
Maria tipo da Igreja como Virgem e Mãe
63. Pelo dom e missão da maternidade divina, que a une a seu Filho Redentor, e pelas suas singulares graças e funções, está também a Virgem intimamente ligada, à Igreja: a Mãe de Deus é o tipo e a figura da Igreja, na ordem da fé, da caridade e da perfeita união com Cristo, como já ensinava S. Ambrósio. Com efeito, no mistério da Igreja, a qual é também com razão chamada mãe e virgem, a bem-aventurada Virgem Maria foi adiante, como modelo eminente e único de virgem e de mãe. Porque, acreditando e obedecendo, gerou na terra, sem ter conhecido varão, por obra e graça do Espírito Santo, o Filho do eterno Pai; nova Eva, que acreditou sem a mais leve sombra de dúvida, não na serpente antiga, mas no mensageiro celeste. E deu à luz um Filho, que Deus estabeleceu primogênito de muitos irmãos (Rm 8,29), isto é, dos fiéis, para cuja geração e educação Ela coopera com amor de mãe.
Comentário: Ao reverenciar Maria como Virgem e Mãe a Igreja mostra sua intenção: apontá-la como exemplo. Maria é a cristã "tipo", o modelo para todos aqueles que desejam fazer a vontade de Deus.
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Recortes
Eu sou muito jovem, mas às vezes me parece que já sofri muito. Então, nesses momentos de confusão, quando o presente me era tão doloroso e o futuro me parecia ainda mais obscuro, eu fechava os olhos e me abandonava como uma criança nos braços daquele Pai que está nos céus.
(Santa Elisabeth da Trindade)
NA ESCOLA DE MARIA V
Continuamos a leitura e meditação do capítulo VIII do documento do Concílio Vaticano II, "Lumen Gentium" (Luz do Povos). A seguir, apresentamos os parágrafos 60 e 61.
III. A VIRGEM SANTÍSSIMA E A IGREJA
O influxo salutar de Maria e a mediação de Cristo
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| MÃE DA IGREJA |
60. O nosso mediador é só um, segundo a palavra do Apóstolo: «não há senão um Deus e um mediador entre Deus e os homens, o homem Jesus Cristo, que Se entregou a Si mesmo para redenção de todos (1 Tm 2, 5-6). Mas a função maternal de Maria em relação aos homens de modo algum ofusca ou diminui esta única mediação de Cristo; manifesta antes a sua eficácia. Com efeito, todo o influxo salvador da Virgem Santíssima sobre os homens se deve ao beneplácito divino e não a qualquer necessidade; deriva da abundância dos méritos de Cristo, funda-se na Sua mediação e dela depende inteiramente, haurindo aí toda a sua eficácia; de modo nenhum impede a união imediata dos fiéis com Cristo, antes a favorece.
Comentário: Estes parágrafos seguintes tratam sobre Maria e a Igreja.
Podemos fazer a pergunta: Se Cristo é o único mediador, por que pedir a intercessão de Maria? A resposta está no fato de que recorrer a Maria não nos afasta de Jesus. Na maternidade de Maria está sua total submissão à vontade de Deus. Logo, a salvação da humanidade passa por ela. A intercessão da Mãe nos aproxima do Filho.
A maternidade espiritual
61. A Virgem Santíssima, predestinada para Mãe de Deus desde toda a eternidade simultaneamente com a encarnação do Verbo, por disposição da divina Providência foi na terra a nobre Mãe do divino Redentor, a Sua mais generosa cooperadora e a escrava humilde do Senhor. Concebendo, gerando e alimentando a Cristo, apresentando-O ao Pai no templo, padecendo com Ele quando agonizava na cruz, cooperou de modo singular, com a sua fé, esperança e ardente caridade, na obra do Salvador, para restaurar nas almas a vida sobrenatural. É por esta razão nossa mãe na ordem da graça.
Comentário: Toda a vida de Maria foi um cântigo agradável ao Divino Criador. Ela, a predestinada e formada para ser a co-redentora da humanidade, esteve ao lado de Jesus e cooperou como ninguém para o projeto de Deus se realizar. Vivendo as virtudes teologais (fé, esperança e amor), Maria é, na ordem da graça (espiritualidade) nossa mãe.
Recortes
"Amando o próximo e cuidando dele, vais percorrendo o teu caminho.
Ajuda, portanto, aquele que tens ao lado enquanto caminhas neste mundo, e chegarás junto daquele com quem desejas permanecer para sempre." (Santo Agostinho)
domingo, 8 de maio de 2011
NA ESCOLA DE MARIA (IV)
Continuamos a leitura e meditação do capítulo VIII do documento do Concílio Vaticano II, "Lumen Gentium" (Luz do Povos). A seguir, apresentamos os parágrafos 58 e 59.
Maria na vida pública e na paixão de Cristo
58. Na vida pública de Jesus, Sua mãe aparece duma maneira bem marcada logo no princípio, quando, nas bodas de Caná, movida de compaixão, levou Jesus Messias a dar início aos Seus milagres. Durante a pregação de Seu Filho, acolheu as palavras com que Ele, pondo o reino acima de todas as relações de parentesco, proclamou bem-aventurados todos os que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática (cf. Mc 3,35 e paral.; Lc 11, 27-28); coisa que ela fazia fielmente (cf. Lc 2, 19.51). Assim avançou a Virgem pelo caminho da fé, mantendo fielmente a união com seu Filho até à cruz. Junto desta esteve, não sem desígnio de Deus (cf. Jo19,25), padecendo acerbamente com o seu Filho único, e associando-se com coração de mãe ao Seu sacrifício, consentindo com amor na imolação da vítima que d'Ela nascera; finalmente, Jesus Cristo, agonizante na cruz, deu-a por mãe ao discípulo, com estas palavras: mulher, eis aí o teu filho (cf. Jo19, 26-27).
Comentário: Após falar sobre a figura de Maria no Antigo Testamento, no episódio da anunciação e na infância de Jesus este parágrafo lembra a presença de Maria na vida pública de seu filho. Desde sua intervenção nas bodas de Caná até a dolorosa morte no Monte Calvário Maria estava presente.
Maria depois da Ascensão
59. Tendo sido do agrado de Deus não manifestar solenemente o mistério da salvação humana antes que viesse o Espírito prometido por Cristo, vemos que, antes do dia de Pentecostes, os Apóstolos «perseveravam unânimemente em oração, com as mulheres, Maria Mãe de Jesus e Seus irmãos» (At 1,14), implorando Maria, com as suas orações, o dom daquele Espírito, que já sobre si descera na anunciação. Finalmente, a Virgem Imaculada, preservada imune de toda a mancha da culpa original, terminado o curso da vida terrena, foi elevada ao céu em corpo e alma e exaltada por Deus como rainha, para assim se conformar mais plenamente com seu Filho, Senhor dos senhores (cf. Ap 19,16) e vencedor do pecado e da morte.
Comentário: Aqui vemos o que aconteceu com Maria após o retorno de Jesus para o céu.
O parágrafo faz memória daquilo que já sabemos, mas que a Igreja quer confirmar: sua presença junto aos apóstolos no dia de Pentecostes, sua assunção ao céu e glorificação como rainha.
sábado, 7 de maio de 2011
Recortes
"Se eu encontrasse um sacerdote e um anjo, saudaria o sacerdote antes de saudar o anjo. Este é o amigo de Deus, mas o sacerdote ocupa o Seu lugar".
"O sacerdote só se compreenderá bem a si próprio no céu".
(FRASES DE SÃO JOÃO VIANNEY, o santo Cura d'Ars)
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