terça-feira, 29 de março de 2011

Recortes

... é o dom do Espírito Santo, que faz dos cristãos «verdadeiros adoradores» capazes de rezar ao Pai «em espírito e verdade». Só esta água pode extinguir a nossa sede do bem, da verdade e da beleza!
Só esta água, que nos foi doada pelo Filho, irriga os desertos da alma inquieta e insatisfeita, «enquanto não repousar em Deus», segundo as célebres palavras de Santo Agostinho. (Trecho da mensagem do Papa para a Quaresma de 2011)

Recortes

"Que eu te conheça, ó conhecedor meu! Que eu também te conheça como sou conhecido! Tu, ó força de minha alma, entra dentro dela, ajusta-a a ti, para a teres e possuíres sem mancha nem ruga... (Santo Agostinho)

Chama viva de amor - composição de São João da Cruz


No Cântico espiritual, São João apresenta o caminho de purificação da alma, isto é, a progressiva posse alegre de Deus, até que a alma passe a sentir que ama a Deus com o mesmo amor com que é amada por Ele. A Chama viva de amor prossegue nessa perspectiva, descrevendo mais detalhadamente o estado de união transformadora com Deus. A comparação utilizada por João é sempre aquela do fogo: como o fogo quanto mais arde e consome a lenha tanto mais se faz incandescente até tornar-se chama, da mesma forma o Espírito Santo, que durante a noite escura purifica e “pule” a alma, com o tempo a ilumina e a aquece como se fosse uma chama. A vida da alma é uma contínua festa do Espírito Santo, que deixa entrever a glória da união com Deus na eternidade.(Papa Bento XVI - catequese sobre S. João da Cruz em 16/2/2011 - tradução de Leonardo Meira - equipe CN Notícias)

sábado, 26 de março de 2011

Não estás sozinho. Nem tu nem eu podemos encontrar-nos sozinhos. E, menos ainda, se vamos a Jesus por Maria, pois é uma Mãe que nunca nos abandona. (São Josemaría Escrivá - Forja, 249)

Família, projeto do amor de Deus

quarta-feira, 23 de março de 2011

O que realmente conta?

Vou resumir-te a tua história clínica: aqui caio e ali me levanto... A última parte é que é importante. Continua com essa luta íntima, mesmo que vás a passo de tartaruga. Adiante! Bem sabes, filho, até onde podes chegar, se não lutares: "o abismo chama por outros abismos". (São Josemaría Escrivá - Sulco, 173)

sábado, 19 de março de 2011

quarta-feira, 16 de março de 2011

Nem tudo tem respostas...

Em situações de grande repercussão, como é o caso da recente tragédia no Japão, nos deparamos com a pequenez do ser humano.
Nem mesmo toda tecnologia, toda ciência, todo dinheiro ou qualquer poder podem evitar nosso encontro com o TRÁGICO, com o INESPLICÁVEL...
Em momentos assim, percebemos o nosso NADA. Mas também eventos como esse nos  apontam a direção do único "porto" realmente seguro: Aquele que é o nosso TUDO.
Rezemos pelos afetados por tantas desventuras e peçamos ao Senhor para que vivamos neste "exílio" apenas como quem aguarda a chegada ao destino, nossa Pátria.

domingo, 13 de março de 2011

DECLARAÇÃO DE AMOR DE SANTO AGOSTINHO

Tarde te amei, ó beleza tão antiga e tão nova.

Instigado a voltar a mim mesmo, entrei em meu íntimo, sob tua guia e consegui, porque tu me fizeste meu auxílio (cf. Sl 29, 11). Entrei e com certo olhar da alma, acima do olhar comum da alma, acima de minha mente, vi a luz imutável. Não era como a luz terrena e evidente para todo ser humano. Diria muito pouco se afirmasse que era apenas uma luz muito, muito mais brilhante do que a comum, ou tão intensa que penetrava todas as coisas. Não era assim, mas outra coisa, inteiramente diferente de tudo isto. Também não estava acima de minha mente como óleo sobre a água nem como o céu sobre a terra, mais alta, porque ela me fez, e eu, mais baixo, porque feito por ela. Quem conhece a verdade, conhece esta luz.
Ó eterna verdade e verdadeira caridade e cara eternidade! Tu és o meu Deus, por ti suspiro dia e noite. Desde que te conheci, tu me elevaste para ver que quem eu via, era, e eu, que via, ainda não era. E reverberaste sobre a mesquinhez de minha pessoa, irradiando sobre mim com toda a força. E eu tremia de amor e de horror. Vi-me longe de ti, no país da dessemelhança, como que ouvindo tua voz lá do alto: "Eu sou o alimento dos grandes. Cresce e me comerás. Não me mudarás em ti como o alimento de teu corpo, mas tu te mudarás em mim".
E eu procurava o meio de obter forças, para tornar-me idôneo a te degustar e não o encontrava até que abracei o mediador entre Deus e os homens, o homem Cristo Jesus (1Tm 2, 5), que é Deus acima de tudo, bendito pelos séculos (Rm 9, 5). Ele me chamava e dizia: Eu sou o caminho, a verdade e a vida (Jo 14, 6). E o alimento que eu não era capaz de tomar se uniu à minha carne, pois o Verbo se fez carne (Jo 1, 14), para dar à nossa infância o leite de tua sabedoria, pela qual tudo criaste.
Tarde te amei, ó beleza tão antiga e tão nova, tarde te amei! Eis que estava dentro e eu fora. E aí te procurava e lançava-me nada belo ante a beleza que tu criaste. Estavas comigo e eu não contigo. Seguravam-me longe de ti as coisas que não existiriam, se não existissem em ti. Chamaste, clamaste e rompeste minha surdez, brilhaste, resplandeceste e afugentaste minha cegueira. Exalaste perfume e respirei. Agora anelo por ti. Provei-te, e tenho fome e sede. Tocaste-me e ardi por tua paz.

Dos Livros das Confissões, de Santo Agostinho, bispo. (Lib. 7, 10.18; 10, 27: CSEL 33, 157-163.255) (Sec v)
Tarde te amé,

hermosura tan antigua y tan nueva,

tarde te amé!

Y ves que tú estabas dentro de mí y yo fuera,

Y por fuera te buscaba;

Y deforme como era,

Me lanzaba sobre estas cosas hermosas que tú creaste.

Tú estabas conmigo mas yo no lo estaba contigo.

Me retenían lejos de ti aquellas cosas

Que, si no estuviesen en ti, no serían.

Llamaste y clamaste, y rompiste mi sordera:

Brillaste y resplandeciste, y fugaste mi ceguera;

Exhalaste tu perfume y respiré,

Y suspiro por ti;

Gusté de ti, y siento hambre y sed;

Me tocaste y me abrasé en tu paz.

"Nos hiciste, Señor, para ti, y nuestro corazón está

inquieto hasta que descanse en ti"

San Agustín
  

Perseverança

Persevera no cumprimento exato das obrigações de agora. - Esse trabalho - humilde, monótono, pequeno - é oração traduzida em obras, que te dispõe a receber a graça do outro trabalho - grande, vasto e profundo - com que sonhas. (S. Josemaria, Caminho. n. 825)

sexta-feira, 11 de março de 2011

SÊ FORTE!


Quando se trabalha por Deus, é preciso ter "complexo de superioridade" – fiz-te notar. – Mas – perguntavas-me – isso não é uma manifestação de soberba? – Não! É uma consequência da humildade, de uma humildade que me faz dizer: – Senhor, Tu és o que és. Eu sou a negação. Tu tens todas as perfeições: o poder, a fortaleza, o amor, a glória, a sabedoria, o império, a dignidade... Se eu me unir a Ti, como um filho quando se põe nos braços fortes do pai ou no regaço maravilhoso da mãe, sentirei o calor da tua divindade, sentirei as luzes da tua sabedoria, sentirei correr pelo meu sangue a tua fortaleza.
(São Josemaría Escrivá - Forja, 342)

quinta-feira, 10 de março de 2011

O anjo do Senhor anunciou a Maria...

«Criastes-nos, Senhor para vós, e o nosso coração está inquieto até que descanse em vós»(Confissões 1,1 - Santo Agostinho)

Seduzidos por Deus

Quero estar aos pés da tua Cruz
Pe Elenivaldo M. dos Santos

Pois agora eu vou seduzi-la, levando-a para o deserto e falando-lhe ao coração. (Oséias 2, 16)
Chegou o tempo da Quaresma. Tempo do “retirar-se” de entrar na intimidade do quarto para escutar o que Deus quer falar.
O texto bíblico que citei é tirado do profeta Oséias. Vale dizer que o contexto é a vida do próprio profeta. De fato Oséias compara o amor que Deus tem por seu Povo ao amor de um marido por sua esposa. Neste caso, uma experiência que o próprio profeta viveu com sua esposa adúltera.
O recado é claro. Após a traição da esposa (o Povo de Israel), o Esposo não desiste e vai atrás, quer reatar a união outrora perdida. Mas antes é preciso seduzi-la, reconquistá-la. Para onde levar? Que ambiente pode ajudar neste propósito?
A referência ao deserto dá-se devido ao fato de que foi lá, no tempo de Moisés, durante aqueles inesquecíveis quarenta anos que o Senhor “forjou” para si esta nação. O Senhor fez com ela uma aliança no Monte Sinai e cuidou desta nação-esposa. Ali ela fora seduzida, protegida e amada.
Mas a infidelidade é uma dura realidade e Deus não escapou da traição. Sua amada o traiu, praticou adultério com “outros deuses”. Ele desistiu? Claro que não. Vai reconquistá-la.
Parece que o recado é este: a Igreja é hoje convidada por seu Divino Esposo a ir para o deserto, passar com Ele estes quarenta dias (Quaresma) e com Ele redescobrir sua vocação para o Eterno Amor. Deve recordar a Aliança firmada na Cruz. A nova e eterna Aliança.
Quem é a Igreja? São todos os batizados! Com que disposição tenho feito as coisas para o Divino Esposo? Como membro da Igreja me considero uma pessoa que cultiva a fidelidade, a união íntima, a vida de oração, o olhar misericordioso pousado sobre as pessoas e situações?
Muita gente reclama que não consegue rezar. Pra mim isso é falta de cultivo do amor. A aridez do deserto também pode significar a oportunidade para que o Senhor nos seduza mais uma vez e nos “fale ao coração”.
Portanto, nesta Quaresma, viva sem comodismo, revanchismo, azedume e outras tantas dispersões que possam te levar para longe do Divino Esposo de tua alma.

Não perca tempo achando que sua obra está pronta, acabada e que você está pronto e formado. Isso pode ser uma armadilha de satanás para te afastar do cultivo desse eterno enamorar-se Daquele que nos seduziu e conquistou um dia.

“Não podemos conformar-nos com o que fazemos no nosso serviço a Deus, como um artista não fica satisfeito com o quadro ou a estátua que sai das suas mãos. Todos lhe dizem: - É uma maravilha. Mas ele pensa: - Não, não é isto; eu queria mais. Assim devíamos reagir nós.

Além disso, o Senhor dá-nos muito, tem direito à nossa mais plena correspondência... e é preciso ir ao seu passo.” (Forja n. 285 – S. Josemaria Escrivá)

Deus abençoe e santa Quaresma.
Pe Elenivaldo

quinta-feira, 3 de março de 2011

"Et regni ejus non erit finis". – O seu Reino não terá fim!
Não te dá alegria trabalhar por um reinado assim? (São Josemaría Escrivá - Caminho, 906)